31.10.05

Repiso a lágrima,
no esforço do pranto fácil.
Pueril esperança,
que afaga um coração que não se cansa.
Razão que se encrespa
no baile do passado vivo,
ao som de tangos fulgurantes,
que reverberam nas noites sem fim;
que dilaceram o que ainda resta de mim.

Poema escrito há meses atrás. Uma homenagem a um amor, que, hoje, posso dizer póstumo.

Anis é colorida, é divertida, é aberta, é menina de vanguarda, sabe tudo, topa tudo, muito atenta, dançante, disponível para grandes emoções, entregue aos amigos, como poucos! E eu tive a sorte de encontrá-la por aí. Parabéns, moça encantada! Amanhã, vamos dançar muito por mais um feliz ano da sua vida!

Hoje, eu quero fazer uma ode a algumas pessoas muito especiais. Não posso deixar passar essa sensação de elogiá-las PUBLICAMENTE! Uma dessas pessoas é o melhor companheiro que poderia ter. Comemoramos, outro dia, uma grande conquista em sua vida. Almoçamos juntos num restaurante legalzinho e resolvi escrever de giz de cera, no papel de seda que serve de forro à mesa, mais ou menos assim: “Em comemoração a uma conquista libertária e imobilária de AMORE”. Amore é como eu chamo esse meu amado amigo.
Existe também uma outra certa pessoa, que está sempre comigo. Quando estava bem longe daqui, sozinha numa praia bem distante, recebo a notícia de que será mãe de novo e que agora terei uma menininha para bajular muito. Fui encarregada de torná-la ao longo da vida uma menina mais “descolex”.
Enfim, são fatos, acontecimentos da vida de cada uma dessas pessoas que amo, extremamente importantes, que me deixam feliz porque deles estou participando. E o melhor, estou construindo uma história de vida com cada uma delas, construindo uma relação que passa não só por dividir as tristezas, mas também por festejar as grandes alegrias. E como fico enternecida quando as vejo se tornando melhores, gerando filhos, conquistando seus sonhos, e principalmente estando ao meu lado, me oferecendo muito carinho, atenção e AMOR em todas as horas que preciso, sem qualquer rodeio. Então, queridos amigos, que me anunciaram grandes conquistas em suas vidas recentemente, quero DECLARAR NO DEVASSA o meu mais profundo AMOR A VOCÊS!

26.10.05

No despertar me deparei com um abismo.
Um sonho me desvelou um mito.
E assim tive que me enfrentar com a realidade.
Pela primeira vez vi que havia te inventado.

18.10.05

"A ausência está para o amor como o vento está para o fogo:
apaga o pequeno, abrasa o forte."
Umberto Eco

15.10.05

Não sei se foi Deus, a vida, se foi coincidência, sincronicidade, se estava escrito nas estrelas, se foi recompensa por me comportar direitinho, se foi sorte...
Não sei quem foi o 'responsável' por esse presente, não sei a quem agradecer.

Só sei que ela apareceu, com forma e conteúdo sob medida pra mim.
Eu poderia estar melhor?

12.10.05

"A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro nessa vida." (Vinícius de Moraes)

E viva o encontro, mesmo quando desencontrado!!!

Preciso da verdade.
Mas para além dessa verdade quero alguém que saiba dizê-la,
porque só as palavras podem torná-la menos dolorosa, ou talvez mais alegre.
Se esse alguém não souber dizê-la,
que escolha uma leve forma de falseá-la.
Desejo, assim, alguém que saiba dizer o difícil,
para que o difícil se torne mais fácil para quem escuta.
Hoje, eu não quero mais você,
que não sabe dizer!

9.10.05

Outro dia ouvi alguém dizer que o medo atrai coisas negativas. Sei por outro lado que ser muito destemido pode render uma boa encrenca. Portanto, uma boa dose de cautela não faz mal a ninguém. Mas se encher de muito medo, por favor, não! Ele te impede da descoberta do novo, da entrega ao inusitado, enfim de acontecimentos deliciosos e divertidos que não estavam nem um pouco marcados na agenda do cotidiano. Eu seguramente sou vítima do medo, mas procuro deixar com que passe bem longe de mim. E não é que em todas às vezes (todas de verdade) me surpreendo com situações especiais e que ficarão eternamente gravadas na minha memória. Um exemplo recente: estava eu na fila do aeroporto em Bogotá, quando recebo a notícia de que só irei embarcar cinco horas depois. Um moço do meu lado, irritado tanto quanto eu com o problema, vira pra mim e diz: “eu sou brasileiro, moro aqui e a balada dessa cidade é maravilhosa. Topa, ao invés de irmos a um hotel, sair por aqui?” Eu não pensei muito em dizer SIM, porque se refletisse um pouquinho mais o medo poderia bater forte. Afinal, eu estava na Colômbia, um país que mete muito medo pela guerrilha, drogas e tudo que todo mundo já sabe. Então, procurei deixar o tal MEDO mais uma vez longe de mim e aceitei o convite. Não morri, ninguém colocou droga na minha mochila e passei uma noite muito especial, rindo bastante e ainda de quebra fiz um amigo. E assim, a cada dia, sigo reforçada pela idéia de que o MEDO deve morar bem longe dos meus sentimentos, que próximos apenas da cautela, não me impedem de continuar dando azo ao acaso!