Ele não gosta de poesia;
se encanta por músicas que não sei bem quais são.
Moço diferente,
e para além de interessante.
Toque sem igual,
menino que não me faz mal.
Sua fala tem corte,
quase nunca chega ao final,
deixa para que eu arremate,
sem saber se seria igual.
Fica esta poesia para quem não mais está. Resolvi partir sem ter a exata noção se devia fazê-lo. Deixei um menino brejeiro, de sorriso cativo, mal compreendido, que, na sua simplicidade confusa, encanta e amedronta. Preferi os rótulos. Coloquei-me a exigi-los. Não consegui e parti. Se prefiro o convencional? Talvez. Mas do que tenho certeza é que me ofereço, estou sempre disponível ao outro, porque não acredito em outra fórmula para a felicidade. E assim sigo...

1 Comments:
Já estive (inúmeras vezes) na outra posição... Dá uma sensação de impotência enorme. Dói.
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